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8.2.26

Perigos na praia

Os riscos que se deve evitar

Todo verão, as pessoas arrumam suas barracas, as tralhas com suas roupas de banho, protetor solar, chinelos e um bom livro para uma viagem.
O brilho de uma bela praia, a água de azul intenso, céu sem nuvens, areia quente - desmente os perigos inatos da costa. 
Perigos na praia
Praias estão sujeitas à natureza imprevisível, selvagem do nosso meio ambiente. Elas abrigam plantas e animais perigosos, ficam poluídas, sustentam condições de ondas perigosas. Não vamos te assustar, mas queremos que você esteja seguro em suas férias.
Aqui estão os perigos na praia  mais comuns das quais você deve estar ciente antes de sua próxima viagem para o litoral.
Teoricamente, o banhista seria o menos suscetível aos perigos do mar, pois ele chega apenas às praias. Se houver um bom esquema de segurança na praia (placas, salva-vidas, etc.), os riscos de acidentes serão mínimos.
Perigos na praia
Mas em um acampamento selvagem, esses avisos, podem ou não existir, então muitos desses riscos podem ser evitados se forem observados estes cuidados:

1 - Nunca desrespeitar as placas de sinalização das praias "se existir". Duas bandeiras brancas com uma cruz vermelha ao centro delimitam uma área perigosa, e uma bandeira inteira vermelha acusa um mar muito forte e proíbe o banho naquele local.
2 - Jamais se afastar dos lugares rasos quando não se sabe nadar.
3 - Jamais entrar no mar após comer.
4 - Mesmo sabendo nadar, escolher lugares calmos para o banho de mar. As melhores praias são as protegidas por baías ou pontas nos seus extremos. Praias de mar aberto, com escarpas - as chamadas praias de tombo, comuns no litoral norte de Rio-São Paulo - são muito perigosas.
5 - Evitar locais de muita arrebentação, assim como a proximidade das rochas que normalmente se encontram nas laterais da praia (o banhista pode ser jogado contra elas).
6 - Evitar o uso de boias e brinquedos infláveis, pois estes dão uma falsa sensação de segurança (podem virar ou ser arrastados pelo vento). E, se a pessoa engole água, pode começar um processo de afogamento irreversível: a tendência é tossir e engolir mais água.
7 - Nunca se descuide das crianças, mesmo que elas saibam nadar. Brinquedos infláveis só devem ser usados tendo um adulto por perto.
8 - No caso de sentir cãibras quando estiver nadando, deve-se permanecer parado, sustentando-se na água, flexionando e esfregando o músculo atingido, até que haja condições de voltar à praia.
Perigos na praia

Correntes marinhas

Um dos maiores perigos na praia e inimigo do banhista são as correntes marinhas, que geralmente seguem paralelas à praia e "puxam" em direção ao alto-mar. 
Elas são comuns em locais onde há uma brusca mudança de  conformação da costa ou do fundo. 
Esta corrente pode variar de lugar para lugar dependendo do vento, lua e, até mesmo, pressão atmosférica. Sua velocidade é de 3 m/s; isto significa que nem o melhor nadador que nada 2 m/s consegue nadar contra essa corrente. 
Fique pelo menos 100 metros de distância de cais e ancoradouros. Correntes marinhas de retorno permanentes, muitas vezes existem perto destas estruturas.

No caso de ser apanhado de surpresa por uma corrente, deve-se deixar levar (jamais tentar nadar contra ela, o que serviria para gastar energia inutilmente, pois assim você estaria desafiando a natureza e com ela não dá para competir). 
A melhor maneira de sair dela é nadando paralelamente à praia até que a corrente diminua de intensidade e atravessá-la em diagonal.
Se você sente que não pode nadar até à costa, chame a atenção para si mesmo, acenando e pedindo ajuda.
Correntes marinhas

Marés

Duas vezes por dia a maré sobe e desce nas praias, por influência da força de gravidade da lua. 
O banhista deve informar-se sobre esses horários na localidade em que está, pois evitará acidentes muito comuns. 
Um deles é ser apanhado de surpresa pela subida da maré enquanto se pesca de cima de pedras (há o risco de ser jogado no mar pela violência das ondas). O outro são passeios em praias próximas, com acesso só pelo mar.
Correntes marinhas - Marés

Animais marinhos costeiros

No Brasil, verão e praia são quase sinônimos. 
Por isso, nesta época do ano os acidentes com animais marinhos aumentam bastante. 
Estudos apontam que os ouriços-do-mar são responsáveis por aproximadamente 50% dos acidentes aquáticos. 
Peixes venenosos, dentre os quais destaca-se atualmente o bagre, e o grupo ao qual pertence a água viva responsabilizam-se pela outra metade.

Água-viva (Cnidaria)

As águas-vivas se reproduzem no verão. Por isso os acidentes são comuns nesta época. Variam bastante de tamanho. Mas todas têm tentáculos que possuem um veneno que pode causar muita dor, queimação no local e diferentes intensidades de quadros alérgicos.
Água-viva (Cnidaria)

O que fazer em caso de acidentes:

1. Jamais lave a região ferida com água doce. Piora a liberação do veneno. Lave com água do mar, pois ajuda a remover os tentáculos.
2. Remova os tentáculos para diminuir a quantidade de veneno introduzida na pele. Para isso, basta pegar objetos como, por exemplo, um barbeador com boa lâmina ou um cartão de crédito ou um picolé de sorvete e “raspar” na região lesada da pele. 
Evite friccionar com vigor. Evite passar toalhas ou areia. Tudo isso pode piorar a liberação do veneno. Apenas “passe” o barbeador, o cartão ou o palito de sorvete, delicadamente, para retirar os tentáculos.
3. Lave a região ferida com vinagre por uns 10-15 minutos. Atenua bastante a dor. Água do mar também pode ser utilizada.
4. Avalie a necessidade de atendimento médico, dependendo da intensidade dos sintomas alérgicos associados como vermelhidão, coceira ou inchaço.

Ouriço-do-mar (Echinoidea) 

Vive no fundo do mar rochoso, tanto de águas rasas como profundas, morna ou fria.
Ficam perto das pedras. Tem o formato arredondado, em geral da cor marrom, e são totalmente cobertos por espinhos cheios de veneno. Os acidentes acontecem quando as pessoas pisam neles ou encostam as mãos.
Na maioria dos casos, é possível retirar os espinhos por conta própria. 
 No entanto, caso esteja sozinho e apresente alguns dos sintomas causados pelo veneno (dificuldade de respiração, dores no peito, náuseas, vermelhidão ou pus), é melhor ir ao hospital mais próximo imediatamente.
Os ouriços soltam veneno pelos espinhos e pedicelárias. As pedicelárias são órgãos encontrados entre o espinho que se prende ao alvo após o ataque do ouriço. Elas também precisam ser rapidamente removidas.
Ouriço-do-mar (Echinoidea)
Os espinhos perfuram a pele e podem ficar alojados. Eles devem ser removidos imediatamente após um ataque.
Tenha cuidado para não quebrá-los ou será necessário procurar atendimento médico para a remoção adequada. Use pinças para retirar as pontas grandes.
Cera quente também pode ser utilizada para retirar os espinhos quando eles são profundos e não saem apenas com as pinças. Aplique cera quente ao local, deixe-a secar e remova.
Problemas médicos podem surgir a longo prazo se os espinhos não forem removidos corretamente.
Caso não tenha certeza se todos os espinhos saíram adequadamente, vá ao médico.
Logo após remover os espinhos e pedicelárias, é necessário limpar e desinfetar a ferida.
Esse processo será desconfortável, já que a perfuração ainda estará bastante dolorida, dando uma sensação de picada ao ser tocada.
Seja forte e aguente a dor ou peça para alguém ajudar, caso ache que vai ser impossível tolerar o desconforto.

Bagre (Cathorops spixii)

O bagre é um peixe venenoso. Além disso, contém três “espinhos” ou “ferrões” nas nadadeiras laterais e na parte superior que podem machucar muito quando entram na pele. 
O bagre mesmo morto pode causar acidente. 
Por isso, muito cuidado com bagres que pescadores “largam” na beira da praia para não pisá-los.
Bagre (Cathorops spixii)
O “ferrão” do bagre é traiçoeiro, uma vez que é serrilhado, como se fossem várias flechas em sequência. Entra fácil na pele. Para sair, porém, vem rasgando tudo.
Libera um veneno que provoca uma dor insuportável e, além disso, pode levar à necrose da pele. 
O ferrão pode também ser uma fonte de infecções, principalmente se o bagre já estiver morto.

O que fazer em caso de acidente:

1. Não tente tirar o ferrão. Isso deve ser feito em um hospital, com anestesia local e por profissional habilitado.
2. Se tiver uma tesoura forte ou um alicate apropriado à mão, pode-se tentar, com cuidado, cortar o ferrão para separá-lo do bagre. Mas não tente “puxar” o ferrão da pele lesada.
3. O veneno não resiste à temperatura elevada. Para atenuar a dor, coloque o local afetado, se possível, de molho em água morna/quente ou então utilize uma compressa.
4. Vá ao hospital e siga as orientações do médico, principalmente para evitar a possibilidade de infecções posteriores. Verifique se sua vacina antitetânica está em dia.

Peixe-escorpião (ou Mangangá) (Scorpaena brasiliensis)  

Espécie de fundo, camufla-se em rochas e corais. Seus espinhos dorsais injetam toxinas que causam inflamações e problemas cardíacos.
Peixe-escorpião (ou Mangangá) (Scorpaena brasiliensis)
Também conhecido por peixe pedra, é um mestre do disfarce, quando fica imóvel sobre as pedras é virtualmente invisível. 
Por isso devemos ter muito cuidado ao colocar as mãos sobre as pedras, pois seus espinhos dorsais possuem glândulas que secretam uma potente toxina. Essa toxina causa uma forte dor e febre no mergulhador descuidado que se espetar nele.

O tratamento para ferimentos deve ser imediato para aliviar a dor intensa e neutralizar o veneno, que é termolábil (se decompõe com o calor). 

Aqui estão os primeiros socorros recomendados:

  • Água Quente (Principal Ação)
  • Mergulhe imediatamente o membro afetado em água quente (não fervendo) por 30 a 90 minutos.
  • A temperatura ideal é entre 40°C e 45°C, ou a temperatura mais alta que a vítima conseguir suportar sem se queimar.
  • O calor inativa a maioria das toxinas, aliviando a dor. 
  • Limpeza e Remoção de Espinhos
  • Lave o local com água e sabão para evitar infecções.
  • Se houver pedaços visíveis do espinho (ferrão) na pele, remova-os com cuidado, se possível. No entanto, ferimentos profundos devem ser tratados por médicos para garantir a remoção total e evitar infecções secundárias. 

Niquim (ou Peixe-sapo) (Thalassophryne nattereri) 

Vive em áreas rasas e calmas do norte/nordeste. Possui espinhos ocos como agulhas, sendo um dos peixes mais peçonhentos do Brasil.
Niquim (ou Peixe-sapo) (Thalassophryne nattereri)
Pode ser conhecido também como “Peixe Pedra” por se encontrar muitas vezes camuflado sob o leito lamacento das águas nordestinas. 
O perigo não se dá pelo seu tamanho, os adultos atingem cerca de até 15 centímetros, importante citar que então este o diminuto animal carrega em seu corpo um poderoso veneno que pode causar dor intensa e até deixar sequelas permanentes quando inoculado na vítima.
A picada do Niquim é extremamente dolorosa, pois o peixe injeta um veneno através de espinhos dorsais. 
O tratamento imediato é focado em neutralizar o veneno (que é termolábil, ou seja, sensível ao calor) e aliviar a dor intensa. 

Passos Imediatos de Primeiros Socorros:

A água quente é o passo mais importante, mergulhe a área afetada (geralmente pé ou mão) em água quente, na temperatura máxima tolerável, mantenha a imersão por 30 a 90 minutos ou até que a dor diminua significativamente.

  • Lavar: Lave o ferimento com água doce ou soro fisiológico.
  • Remover Espinhos: Se houver pedaços de espinhos visíveis, tente removê-los com uma pinça esterilizada, mas sem forçar profundamente. 

O que NÃO fazer

  • Náo use gelo ou água fria: O frio não inativa o veneno e pode piorar a dor.
  • Não faça torniquete: Isso pode aumentar o risco de necrose (morte do tecido).
  • Não ignore: O veneno pode causar complicações sérias, como infecções secundárias e necrose local. 
  • Atendimento Médico Imediato
  • Procure um hospital ou posto de saúde imediatamente após os primeiros socorros, pois:
  • Pode ser necessário tomar vacina antitetânica.
  • O médico pode precisar remover espinhos profundos.
  • Analgésicos comuns podem não ser suficientes para a dor, exigindo medicação específica.
  • Pode ser necessário o uso de antibióticos para prevenir infecção no local da picada. 
Nota: Pesquisas realizadas pelo Instituto Butantan indicam que o veneno do niquim é complexo e causa dor intensa e necrose, tornando o atendimento médico essencial. 

Baiacu (Takifugu rubripes) 

Possui a toxina tetrodotoxina em suas vísceras. O consumo sem preparo especializado (por chefs treinados) pode ser fatal em minutos, sem antídoto.Baiacu (Takifugu rubripes)
O envenenamento por peixe baiacu, causado pela tetrodotoxina, é uma emergência médica sem antídoto específico. 
O tratamento baseia-se em suporte intensivo, focado na manutenção da respiração artificial e estabilização cardiovascular para evitar paralisia fatal. 
Medidas imediatas incluem lavagem gástrica nas primeiras horas após a ingestão. 
A busca imediata por pronto-socorro é fundamental. 

Medidas de Tratamento e Primeiros Socorros:

  • Atenção Médica Imediata: A vítima deve ser levada ao hospital imediatamente, pois a paralisia pode ocorrer rapidamente.
  • Suporte Respiratório: Fundamental para manter o paciente vivo, caso haja paralisia muscular.
  • Lavagem Gástrica: Indicada nas primeiras horas para limitar a absorção da toxina.
  • Carvão Ativado: Pode ser utilizado para absorver toxinas remanescentes.
  • Medidas de Suporte: Administração de fluidos e monitoramento da pressão arterial. 

Peixe-leão (Pterois volitans)

Espécie "invasora", já presente do Nordeste ao Sudeste, a mais comum é o Peixe-Leão vermelho. 
Possui espinhos venenosos e avança rapidamente pelo litoral. Peixe-leão (Pterois volitans)
A potência do veneno varia de acordo com a espécie e tamanho. 
Os principais efeitos são: dor intensa localizada, seguida de edema local, podendo também a vítima sentir náuseas, tontura, fraqueza muscular, respiração ofegante e dor de cabeça.
Em caso de acidente com o peixe-leão, o tratamento imediato consiste em imergir a área afetada em água quente por 30 a 40 minutos para desnaturalizar o veneno, aliviando a dor. 
É crucial procurar ajuda médica, evitar cortar o local e não tentar remover ferrões presos. 

Tratamento e Primeiros Socorros: 

Usar água quente é o método mais eficaz para aliviar a dor, pois o veneno é composto de proteínas termossensíveis.
Assistência Médica: Procure um hospital, especialmente se os sintomas persistirem ou forem graves (enjoos, convulsões).
O que não fazer: Não faça torniquetes, não corte o local da perfuração e não tente sugar o veneno.
Identificação: O peixe-leão possui 18 espinhos venenosos e corpo com listras vermelhas, brancas e marrons. 

Raia-Prego (Bathytoshia centroura)

Comuns em águas rasas e praias, utilizam o ferrão serrilhado na cauda para defesa, causando feridas profundas e dor intensa.

O que fazer em caso de acidente:

A água quente é importantes. Mergulhe a área atingida em água morna a quente por 60 a 90 minutos. O calor inativa o veneno e alivia a dor intensa.
Lave o local com água limpa ou soro fisiológico para remover areia e detritos.
Estanque o sangramento, pressionando o ferimento com um pano limpo ou gaze se houver sangramento intenso.
Se o ferrão ou pedaços dele estiverem superficiais, podem ser removidos com cuidado com uma pinça. Não tente remover, se o ferrão estiver cravado profundamente no peito/abdômen, procure um médico. 

O que não fazer:

  • Não use torniquetes, pois podem aumentar o dano tecidual.
  • Não feche o ferimento com fita adesiva ou cola, pois o ferimento precisa de oxigenação para reduzir o risco de infecção bacteriana.
  • Não ignore o ferimento, mesmo que a dor passe, pois pedaços do ferrão podem ficar na pele. 

Quando o perigo vem do mar

Não há perigo de peixes grandes para o banhista, pois eles não chegam em locais rasos. 
Apenas cerca de uma dúzia dos mais de 300 espécies de tubarões têm estado envolvidos em ataques a seres humanos. 
Apesar da sua reputação, eles se sentem melhor se alimentando de peixes e mamíferos marinhos. Mas ultimamente, casos de ataques a humanos tem aumentado sem motivo aparente.
Quando o perigo vem do mar
Há diversas espécies de tubarões na costa brasileira, que procuram principalmente as águas quentes do Nordeste. Para evitar acidentes, siga estas recomendações:
Ataques de tubarões , embora raros, são mais prováveis de ocorrer perto da costa, geralmente perto de um banco de areia ou entre bancos de areia, onde os tubarões possam atacar presas pela maré baixa, e perto de declives íngremes onde as presas se reúnem. 
O risco relativo de um ataque de tubarão é muito pequeno, mas deve ser sempre minimizado sempre que possível.

1 - Não nadar muito longe da costa. Evite áreas sem proteção, como o lado de fora dos bancos de coral.
2 - Mantenha-se em grupos  - Os tubarões são mais propensos a atacar um indivíduo solitário.
3 - Evite estar na água durante a noite ou o crepúsculo, quando os tubarões estão mais ativos. 
O horário preferido dos tubarões é ao entardecer. 
Prefira entrar na água no período da manhã.
4 - Não vá na água com um sangramento ou uma ferida - tubarões têm um senso muito agudo de cheiro.
5 - Deixar a jóia ou brilhante na barraca - a luz refletida lembra escamas de peixe.
6 - Evitar banho com roupas de cores vivas - tubarões vêem  contrastes particularmente bem.
7 - Evite nadar em águas turvas ou escuras.
Turista com um cação

Tubarões perigosos nas nossas costas:

Tubarão Cabeça-chata

O tubarão-cabeça-chata é um tubarão da ordem Carcharhiniformes, que pode viver tanto em água salgada como doce. 
Atinge de 2,1 a 3,5 metros de comprimento. Sua coloração do dorso vai desde marrom a cinza escuro, com o ventre branco.
Alimenta-se de peixes, incluindo outros tubarões (até da mesma espécie), arraias e pássaros. 
São encontrados perto de costas das praias, mas podem viver por um tempo em rios e lagos. 
É fato conhecido que são capazes de subir o rio Amazonas até Manaus!.
Tubarão Cabeça-chata
Também são a principal espécie a atacar humanos em áreas fluviais, graças a essa capacidade de viver em baixa salinidade. 
Além disso, possuem visão muito ruim, dependendo dos outros sentidos para atacar, o que faz esse tubarão extremamente perigoso em águas de baixa visibilidade.
Vivem numa profundidade de 1 à 20 metros, e são encontrados no Brasil, principalmente em Recife, onde foram responsáveis por diversos ataques na praia de Boa Viagem, juntamente com o tubarão-tigre.
Os tubarões-cabeça-chata são também o ser vivo com maior índice de testosterona do planeta, e até as fêmeas apresentam-no em nível elevado. São muito territorialistas e constantemente atacam outros seres marinhos, mesmo maiores que ele.
Onde Ocorre: Litoral do Sudeste, Nordeste e Norte.

Tubarão Tigre

O tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) é um tubarão da família dos Carcharrinídeos de águas tropicais e subtropicais, encontrado em diferentes ambientes e comum no Nordeste do Brasil. 
Chega a medir até 6 m de comprimento, possuindo corpo robusto, cabeça larga e achatada, focinho curto e arredondado, nadadeira caudal pontuda, dorso variando de cinza-escuro a cinza-amarronzado com manchas escuras verticais.
Tubarão Tigre
Seus dentes possuem a forma triangular de um abridor de latas, o que o permite cortar ossos, carne e até cascos de tartaruga com maior facilidade.
É agressivo, porém é um tubarão que possui uma grande curiosidade com mergulhadores, quase nunca os atacando.

Onde Ocorre: Litoral do Nordeste (principalmente Pernambuco), é o terceiro que mais tem fatalidades com humanos.

Tubarão Branco

Conhecido pelos nomes comuns de tubarão-branco, morte-branca e anequim, é uma espécie de tubarão lamniforme, sendo o peixe predador de maiores dimensões existente na atualidade. 
Um tubarão-branco pode atingir 7,51 metros de comprimento e pesar até 2,5 toneladas. 
Esta espécie vive nas águas costeiras de todos os oceanos, desde que haja populações adequadas das suas presas, em particular pinípedes (focas e afins..).
Tubarão Branco
Esta espécie é a única que sobrevive, na atualidade, do gênero Carcharodon.
Este tubarão é o mais perigoso do planeta!. Não facilite com ele.
Onde Ocorre: Toda Costa (principalmente litoral do Sudeste e Sul do País).

Natação segura

A natação é um grande esporte recreacional que pode ser apreciado por pessoas de todas as idades. 
Mas é importante saber como estar seguro enquanto você estiver na água. 
Nadar no oceano exige habilidades diferentes, por isso antes de molhar os pés, é melhor aprender a nadar. 
Você também deve nadar somente em uma praia protegida por salva-vidas ou dentro da área de natação designada. Isto para o caso de praias urbanas, e obedeça a todas as instruções e ordens de salva-vidas.
Enquanto você está apreciando a água, mantenha-se alerta e verifique as condições meteorológicas locais. 
Certifique-se de nadar sóbrio e que você nunca nade sozinho. 
E mesmo se você está confiante em suas habilidades de natação, certifique-se que você tenha energia suficiente para nadar de volta à costa.
Mar revolto

Perigos na areia

O fungo da micose, ao contrário do que se pensa, não está na areia da praia, mas sim nos animais, nas pessoas e nas plantas. 
Quando um cachorro contaminado vai à praia, por exemplo, acaba deixando o fungo na areia, pronto para penetrar na pele de alguém. Os primeiros sintomas são a coceira, a descamação e o aparecimento de pequenas bolhas de água. 
Para prevenir a doença, mantenha o corpo resfriado, seque-se bem ao sair do mar e não ficar com as roupas úmidas. 
Já o bicho-geográfico é um parasita que entra pelo pé e vai se alastrando pela pele, marcando o caminho por onde passa. 
Causa muita coceira e, em alguns casos, feridas purulentas. 
É encontrado nas fezes de cachorro ou de gato, por isso é mais comum nas praias mais frequentadas.
Perigos na areia

Dicas numa praia muito movimentada:

1 - Na praia, use sempre chinelos.
2 - Evite sentar ou deitar diretamente sobre a areia e não deixe as crianças sentadas na beira da água.
3 - Use sempre esteiras, toalhas ou cadeiras.
4 - Não leve animais domésticos à praia e evite áreas frequentadas por cães e gatos.

Outras dicas de segurança da praia para manter em mente:

Não mergulhe de cabeça de nenhuma altura, mesmo pequena, verifique se há profundidade e obstruções antes de mergulhar, e em primeiro se jogue com os pés.
Preste especial atenção a crianças e idosos, quando na praia. Mesmo em águas rasas, a ação das ondas pode causar uma perda de equilíbrio.
Nunca deixe uma criança sem vigilância perto da água e não confiar a vida de uma criança para outra criança; ensiná-las a sempre pedir permissão para ir perto da água.
Se uma criança está faltando, verifique a água primeiro. 
Os segundos contam na prevenção de morte.
Ter equipamentos adequados, como chegar ou jogá-los, um telefone celular, coletes salva-vidas e um kit de primeiros socorros.
Saber como e quando chamar 9-1-1 ou o número de emergência local.
Proteja a sua pele. Limite a quantidade de luz solar direta que  você recebe entre 10:00/16:00 h e usar protetor solar com fator de proteção de pelo menos 15.

A proteção evita não apenas o incômodo das queimaduras, mas também o envelhecimento precoce e, principalmente, o câncer de pele.
Beba muita água regularmente, mesmo se você não estiver com sede. Evite bebidas com muito álcool.

Importante: no caso de afogamentos veja.. Pronto socorro

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