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11.7.26

Parque Nacional do Juruena

O Santuário Selvagem do Salto Augusto

O Parque Nacional do Juruena (PARNA do Juruena) é uma unidade de conservação de proteção integral à natureza localizada nos estados de Mato Grosso e do Amazonas, com território distribuído pelos municípios de Apiacás, Apuí, Colniza, Cotriguaçu, Maués e Nova Bandeirantes. 
O parque cobre 1 958 000 ha, principalmente no bioma Amazônia.
Parque Nacional do Juruena - MT/AM
É o terceiro maior do Brasil, abrangendo partes dos municípios de Apuí e Maués no Amazonas, e Cotriguaçu, Nova Bandeirantes e Apiacás no Mato Grosso.
Compõe o Mosaico da Amazônia Meridional junto com outras Unidades de Conservação, protegendo o Arco do Desmatamento.

Como chegar

O parque não tem atrativos definidos, com exceção do Salto Augusto, que tem uma enorme extensão; o acesso da parcela mato-grossense pelo sul é mais fácil.
Pelo sul chega-se de barco ao Salto Augusto, saindo da balsa de Nova Bandeirantes; onde próximo ao salto há uma enorme sumaúma.
pinturas rupestres, uma série de igarapés, ilhas e praias de rio.
Pelo norte chega-se via rio Tapajós, próximo à Transamazônica via comunidade da Barra de São Manuel ou Pontal.

Melhor época pra ir

A melhor época para visitar o Parque Nacional do Juruena é durante a estação seca, entre junho e outubro. 
Durante esse período, o nível das águas baixa, formando praias de água doce e revelando os pedrais, o que facilita a observação das famosas cachoeiras do parque (como o Salto Augusto e São Simão) e melhora a visibilidade da água.
Para quem busca pesca esportiva, o período ideal depende da espécie alvo: Junho a Outubro: A temporada de seca é excelente para a pesca de peixes de escama (como Tucunaré, Matrinxã e Trairão) com iscas artificiais.
Novembro a Maio: O período de chuvas e cheia é o mais procurado para a captura de grandes peixes de couro (como Jaú e Cachara).
A base de apoio mais comum e estruturada para quem quer acessar as margens e os flutuantes do Rio Juruena fica na região de Cotriguaçu, no noroeste de Mato Grosso. 
A viagem costuma envolver voos comerciais para Alta Floresta e, em seguida, deslocamento terrestre ou aéreo fretado até o parque.
Parque Nacional do Juruena

Ameaça de extinção

Em 2014, o governo federal estudava uma proposta para declarar o Parque Nacional do Juruena como área de utilidade pública em preparação para a construção de duas hidrelétricas no local, a São Simão Alto e Salto Augusto Baixo.  
O WWF-Brasil liderou uma campanha contra o projeto, que inundaria uma área de mais de 40 mil hectares. 
Logo da World Wide Fund for Nature
Em setembro 2014, o governo federal retirou a proposta. 
As barragens teriam inundado partes do Parque Nacional do Juruena, do Parque Estadual dos Igarapés do Juruena e de terras indígenas no Mato Grosso, além de afetar parcialmente o Parque Estadual do Sucunduri, no Amazonas, e outras terras indígenas.

Vamos ficar atentos

Dois parques nacionais já foram extintos, ambos para construção de hidrelétricas. 
Precisamos ficar de olho, conhecer e nos apropriar das belezas e da importância de lugares como este. Assim como o Parna da Ilha Grande, que divide o MS do PR, onde está o último trecho não diretamente mexido pelo homem do rio Paraná, este trecho do Juruena tem uma das últimas grandes quedas de água ainda não represadas para geração de energia elétrica. 
Tomara que o parque continue ajudando a proteger as quedas e todo o equilíbrio que elas mantêm há milhares de anos.

A melhor forma de visitar

Este é o 3º maior parque nacional do Brasil, bem no limite de três grandes estados. 
Chegar ao “meião” do parque, onde o Juruena encontra o Teles Pires é difícil e caro. 
O trajeto de barco pode ser perigoso pelo excesso de corredeiras, o que torna um avião fretado o único meio, mas inviável financeiramente.
A melhor forma de visitar é chegar até a beira do Juruena, que fica perto de Cotriguaçu e não tão longe de Alta Floresta e pegar um barco. 
A correnteza é sua amiga, é só remar rio abaixo.
O ecoturismo ainda não está desenvolvido nesta região. 
Mas talvez seja um dos parques amazônicos onde possa ser mais fácil de se locomover. 
Sabe por quê? A trilha está pronta, e é o próprio rio! 

Pinturas rupestres

Além do patrimônio natural de valor inestimável, o parque nacional também tem uma importância histórica.
Ao longo dos paredões há pinturas rupestres, cuja datação ainda é incerta, mas que remontam à pré história, ou pelo menos a um período anterior à chegada dos europeus. 
As pinturas sempre trazem um encanto e uma série de perguntas. 
O que cada símbolo ali representaria? Quando foram feitos? Por quem? Para onde foram essas pessoas, essa cultura?
Pinturas rupestres

Salto Augusto

Um dos principais motivos para a criação deste parque foi o Salto Augusto. 
Não há dados suficiente da vazão dessa "catarata",  sim, é dado esse nome porque, pela observação, deve ser a segunda maior vazão em parques nacionais, somente perdendo para Iguaçu!.
O estrondo é impressionante, o som se propaga por quilômetros, apesar de o salto estar bem “escondido” depois de uma curva do rio e rodeado de uma densa floresta. 
São duas grandes quedas separadas por uma ilha imensa. 
Salto Augusto no Parque Juruena
Não tem como descer o salto de barco. 
Mas há um porto logo antes de onde dá para sair caminhando até as partes alta e baixa, o turismo é incipiente, mas sendo tão maravilhoso, é possível que brevemente será muito difundido.

O Salto Augusto e suas fantásticas cachoeiras são o cenário inesquecível em Jurena-Apuí, para iniciar o contato direto com a fauna e flora do Parque Nacional do Juruena. 
Para registrar, descendo de barco as lendárias corredeiras até a barra do São Tomé, são observadas espécies locais, algumas possivelmente nunca estudadas antes. 
Apesar de ser uma área remota do país, grande parte do parque nacional tem sobreposição a uma Terra Indígena dos Apiacás. E há séculos esta rota é usada para conectar o que chamamos hoje de Centro-Oeste à saída do mar no rio Amazonas.

Fauna e Flora

A região é uma zona de transição entre o bioma Amazônia e as formações xeromórficas do bioma Cerrado.  
Embora haja controvérsia quanto à classificação, as áreas não florestais se assemelham às formações denominadas Campinarana. 
Foram identificadas 412 espécies de aves, das quais 40 são endêmicas do sul da Amazônia e pelo menos 26 estão restritas ao Madeira – Tapajós. 
As espécies endêmicas incluem papagaio-de-cabeça-laranja (Pyrilia aurantiocephala), mãe-de-taoca-de-cara-branca (Rhegmatorhina gymnops), cambaxirra-cinzenta (Odontorchilus cinereus), uirapuru-de-chapéu-branco (Lepidothrix nattereri), jacamim-das-costas-verdes (Psophia viridis) e tiriba-de-barriga-vermelha (Pyrrhura perlata). 
As aves migratórias incluem o martin-roxo (Progne subis), hirundo rustica (Hirundo rustica), tesourinha-do-campo (Tyrannus savana) e suiriri-tropical (Tyrannus melancholicus). 
uirapuru-de-chapéu-branco
Uirapuru-de-chapéu-branco

Conservação

O parque é classificado como área protegida da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de categoria II (parque nacional).
O objetivo básico é preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, como as cachoeiras do Rio Juruena em Salto Augusto e San Simon, e apoiar a pesquisa científica, a educação e interpretação ambiental, a recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico.
O parque visa proteger a diversidade biológica e as paisagens naturais do baixo Juruena – Teles Pires e e Alto Tapajós. 
E garante um ecossistema saudável na crucial região do Sul da Amazônia, entre os rios Tapajós e Madeira. 
O parque protege muitas espécies ameaçadas de extinção, incluindo a onça-pintada, a ariranha e o gavião-real.
Gavião-real

Turismo

As inúmeras cachoeiras e corredeiras existentes na região e a beleza cênica associada a existência das formações rochosas, cavernas e campos rupestres, são apontadas em quase todos os relatórios de diagnostico produzidos como de grande potencial para ecoturismo. 
Também a pesca esportiva, a observação de aves e o desfrute das praias, com banho de rio e de cachoeira, bem como festas tradicionais e o contato com a cultura dos povos indígena, fazem parte dos atrativos regionais.
No entanto, em função da grande dimensão geográfica da região e do difícil acesso, o turismo
na região e de alto custo, o que tende a favorecer o turismo de luxo, voltado muitas vezes para
estrangeiros. 
Esse tipo de turismo já acontece de forma incipiente na Região, havendo alguns
poucos hotéis de selva e pousadas em operação, além de interesse de outros empresários do
setor.

A região do Rio Juruena e seus principais afluentes no PNJu, devido às suas
belezas cenicas, sempre atraiu visitantes, mesmo que de forma incipiente, tanto da região como
de outros estados e mesmo estrangeiros. 

Ingresso e reservas: Não há controle de acesso ao parque, é necessário solicitar autorização ao ICMBio.
A lista abaixo mostra os locais mais visitados e a infraestrutura antigamente existente, como pousadas, pesqueiros ou mesmo apoio para acampamentos, em sua maioria atualmente abandonada:
 

Campings e atividades turísticas no Parque Nacional do Juruena

Camping no Parque Juruena
Ilhas do Rio Juruena - Para acampamento, lazer e pesca. Sem infraestrutura permanente.

Ilha Pousada Piraíba/ Pousada da Cobrana, no Rio Juruena - Para pesca, passeio de barco, contemplação do Salto Augusto e lazer, a infraestrutura está em abandono.

Ilha da Cobra no Rio São João da Barra - Acampamento, lazer, passeio de barco nos rios São João da Barra e Juruena, contemplação do Salto Augusto e pesca. Sem infraestrutura permanente.

Rio São João da Barra - Acampamentos ao longo do rio, pesca e lazer. Sem infraestrutura permanente.

Rio Juruena - Passeio de barco, lazer e pesca. Sem infraestrutura permanente.

Praias do Rio Juruena - Acampamento, lazer e pesca. Sem infraestrutura permanente.

Pousada Jurumé - Rio Juruena - Pesca e lazer. Infraestrutura está abandonada.

Conclusão

O Futuro de Juruena Depende de Nós - O Parque Nacional do Juruena é um daqueles raros lugares onde a natureza ainda dita as próprias regras. 
Da imponência ensurdecedora do Salto Augusto ao mistério silencioso de suas pinturas rupestres, o parque é um testemunho vivo do que a Amazônia tem de mais autêntico. 
A ameaça que pairou sobre suas águas em 2014 nos lembra que a preservação não é um estado permanente, mas uma vigilância constante. 
Conhecer Juruena, mesmo que através das páginas de um blog, é o primeiro passo para valorizá-lo. 
Que este gigante continue intocado, com suas corredeiras correndo livres, protegendo a vida e a história que pulsam em suas margens.





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