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15.6.26

Parque Nacional do Jaú

Onde a Amazônia Mostra sua Face Mais Selvagem

O Parque Nacional do Jaú é uma unidade de conservação federal, localizada entre os municípios de Novo Airão e Barcelos, no Baixo Rio Negro, Amazonas.
Parque Nacional do Jaú - AM
Ele protege uma das maiores extensões de florestas tropicais úmidas contínuas do mundo. 
Destaca-se por ser o único parque do Brasil que protege praticamente a totalidade da bacia hidrográfica de um rio de águas pretas, o rio Jaú. 
Os seus limites são demarcados pela bacia hidrográfica do rio Jaú e estendem-se até as águas do rio Carabinani, ao sul, e as dos rios Unini e Paunini, ao norte. 
O rio Negro forma o limite leste do parque.
Criado em setembro de 1980, o Parque Nacional (Parna) do Jaú é assim denominado por situar-se na bacia do rio Jaú (do tupi ya’ú), nome que deriva de um dos maiores peixes brasileiros, o jaú (Zungaro sp).
Com um área de 2 367 333 ha e um perímetro de 1 213 km, Jaú é a quarta maior reserva florestal do Brasil e o terceiro maior parque do mundo em floresta tropical úmida intacta! 
O parque tem por finalidade a preservação dos ecossistemas naturais englobados contra quaisquer alterações que os desvirtuem, destinando-se a fins científicos, culturais, educativos e recreativos.
Atualmente sua administração está a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Como chegar

O acesso ao parque se faz por via fluvial ou aérea.
Partindo de Manaus: pela rota fluvial, pode ser feito através de embarcações regionais, que levam em média 14 a 18 horas, ou voadeiras, que levam 5 horas. 
Diversos operadores de turismo trabalham com a rota Manaus – Parque Nacional do Jaú.
A rota aérea é por meio de hidroavião monomotor, bimotor ou helicópteros fretados em Manaus. 
Um hidroavião monomotor leva cerca de 1 hora de viagem; um bimotor cerca de 45 minutos e um helicóptero em torno de 1 hora. 
Mapa - Como chegar Parque Nacional do Jaú
Nesse caso, o visitante precisará providenciar voadeiras para realizar os passeios no parque.
Passando por Novo Airão, existem algumas alternativas:
De carro próprio, quem vem da região norte a AM-174, Novo Airão fica a 187 km de Manaus, com acesso pelas rodovias AM-070 e AM-352. O acesso a Novo Airão realiza-se a partir da rodovia que liga Manaus a Manacapuru (AM-070), após a travessia da Ponte do Rio Negro. 
Feita a travessia, dirija-se em direção a Manacapuru por cerca de 80 Km e antes de chegar à sede do município, siga por mais 98 Km até Novo Airão, através da AM-352.
 As duas rodovias são pavimentadas, estando a primeira com cerca de 35 km duplicados e o restante do percurso em estado de conservação que não é bom.

O cenário histórico da formação de toda a região apresenta importantes peculiaridades, pois o Parque Nacional do Jaú está assentado tanto sobre formações geológicas antigas de 100 a mais de 500 milhões de anos, bem como sobre formações geologicamente mais recentes, cerca de dois a seis milhões de anos. 
Além disso, o parque abriga também relíquias da história da ocupação humana na região. 
Foram identificados vários sítios arqueológicos e diversas inscrições em pedras (petróglífos).
O Parna do Jaú foi reconhecido como Sítio do Patrimônio Mundial Natural e Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e integra o Sítio de Ramsar Rio Negro.
Parque Nacional do Jaú e Rio Negro - AM
O parque também faz parte do Corredor Central da Amazônia e é uma das reservas mais representativas da flora e fauna das bacias de águas pretas na Amazônia Central. 
Sua biodiversidade é tão rica quanto desconhecida, e abriga animais pouco conhecidos pela ciência e um dos fatores responsáveis pela ocorrência de tantas espécies no parque é o grande número de habitats.

Percorrer os cursos d’água em uma voadeira é a melhor forma de conhecer e apreciar as belezas da região. 
Ao longo dos rios Jaú, Carabinani e Unini, o visitante pode observar bandos de araras e papagaios sobrevoando a floresta de igapós. 
Na parte mais calma, orquídeas floridas refletem sua delicada forma nas águas escuras. 
Extensas praias de areia clara formam-se no rio Negro - entre novembro e janeiro -, nas proximidades da foz do rio Jaú.

Quando ir

O Parque Nacional do Jaú dispõe de atrativos durante todo o ano. 
Os períodos de seca (normalmente entre setembro e fevereiro) e cheia (entre março e agosto) na Amazônia proporcionam paisagens e experiências diferentes. 
O ideal é poder conhecer a Amazônia nos seus diferentes ciclos. 
Durante o período de seca é possível visitar as praias, corredeiras, pedrais, petróglifos, enquanto na cheia é possível adentrar a mata de igapó e fazer trilhas aquáticas. 
Normalmente o fluxo de visitantes é baixo durante todo o ano, de modo que o número de encontros com outros grupos é pequeno.
Parque Nacional do Jaú - Unidade de Conservação
Uma das peculiaridades mais extraordinárias do Parque Nacional do Jaú é o fato de ser esta a única Unidade de Conservação do Brasil que protege totalmente a bacia de um rio extenso e volumoso: a do rio Jaú, de aproximadamente 450 km. 
Dessa forma, preserva-se o ecossistema de águas pretas.
A bacia do rio Jaú, que banha o parque, recebeu o nome graças a um dos maiores peixes brasileiros. 
A palavra Jaú, que vem do Tupi, também acabou nomeando o segundo maior parque nacional do Brasil.
Jaú no Parque Nacional do Jaú
Na vegetação há a predominância de floresta ombrófila densa, onde são frequentes os grupos de castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa). 
É também frequente na área um cipó que fornece água de excelente qualidade: o Daliocarpus rolandri.
Na fauna típica fauna equatorial, são encontrados mamíferos de hábitos crepusculares e noturnos, como as já raras ou ameaçadas onça-pintada (Panthera onca), suçuarana ou onça-parda (Puma concolor).
Maracajá-peludo
Maracajá-peludo
Há também o peixe-boi (Trichechus inunguis), o boto (Inia sp, Sotalia sp), macaco-de-cheiro (Saimiri sciureus) e anta (Tapirus terrestris). 
Entre os peixes, encontra-se o pirarucu (Arapaima gigas), tucunaré (Cichla sp) e tambaquis (Colossoma spp), e claro o Jaú (Zungaro sp).

Espécies Ameaçadas protegidas na Unidade de Conservação:


Maracajá-peludo - Leopardus wiedii
Onça-pintada -Panthera onca
Ariranha - Pteronura brasiliensis
Peixe-boi-da-Amazônia - Trichechus inunguis

O que ver

O Parque Nacional do Jaú dispõe de atrativos durante todo o ano. 
Os períodos de seca (normalmente entre setembro e fevereiro) e cheia (entre março e agosto) na Amazônia proporcionam paisagens e experiências diferentes. 
O ideal é poder conhecer a Amazônia nos seus diferentes ciclos. 
Durante o período de seca é possível visitar as praias, corredeiras, pedrais, Petróglifos, enquanto na cheia é possível adentrar a mata de igapó e fazer trilhas aquáticas. 
Conta com a exuberância da Floresta Amazônica e toda sua biodiversidade de flora e fauna. 
O parque é ótimo para a prática de caminhada e canoagem e, claro, para contemplação das suas belezas naturais.
Parque Nacional do Jaú e belezas naturais
Há fluxo de visitas ao rio Carabinani.
A riqueza da Floresta Tropical (igapós, terra firme, campinaranas, campinas, buritizais, dentre outros) corredeiras, praias e um grande número de registros de inscrições rupestres e artefatos arqueológicos são os chamativos do parque. 

Observações dos Petróglifos

A observação dos petróglifos oferece uma janela única para o passado arqueológico da região. Localizados principalmente perto da boca dos rios Jaú e Negro, esses antigos registros são acessíveis somente durante a estação seca e através de canoas, garantindo que sua fragilidade seja preservada. 
Os visitantes são instruídos a não tocar nas gravuras e a manobrar com cuidado para evitar danos. 
Uma trilha aquática de 31 km permite explorar esses sítios históricos, navegando entre praias e ilhas, proporcionando uma experiência educativa e respeitosa do rico patrimônio cultural do parque.
O local é representado por um maciço de vegetação, sendo composto por Floresta Densa Tropical ou Florestas Abertas.
Petróglifos no Parque Nacional do Jaú - AM
Existem empresas e condutores que oferecem passeios ao parque desde Manaus ou Novo Airão.
Atualmente não é feita cobrança da taxa de entrada no Parque, mas é necessário ter uma autorização de entrada, através do preenchimento de um formulário com as informações sobre os visitantes e da visita. Para mais informações, entrar em contato pelo E-mail (parnajau@icmbio.gov.br) ou diretamente no escritório do Parque, em horário comercial.
Placa PARNA Jaú
A permanência no Parque está permitida 24 horas, mas a passagem de entrada e saída na base avançada do Parque Nacional do Jaú deve ocorrer entre 07h00 e 20h00.

Conservação e Regras do Parque

O Parque Nacional do Jaú é um dos maiores santuários de biodiversidade do mundo, e a sua conservação é essencial para proteger as espécies raras e os ecossistemas únicos que abriga. Para garantir a preservação deste patrimônio natural, existem regras estritas de visitação que todos os visitantes devem seguir:

Regras Gerais de Visitação

  • Leve apenas fotografias, deixe apenas pegadas: É fundamental que os visitantes não removam nenhum recurso natural ou causem perturbações ao ambiente.
  • Não colete plantas ou animais: Toda a flora e fauna no parque são protegidas por lei. 
  • A coleta ou perturbação de qualquer espécie é estritamente proibida.
  • Não alimente os animais: Alimentar os animais pode alterar seus hábitos naturais e acarretar problemas de saúde para eles.
  • Mantenha-se nas trilhas: Para proteger o ambiente natural e evitar o risco de se perder, é importante permanecer nas trilhas designadas durante as caminhadas.

Respeito à Fauna e Flora

  • Observação responsável: Ao observar a fauna, mantenha uma distância segura para evitar estresse aos animais. Use binóculos para uma visão mais próxima sem interferir.
  • Silêncio é essencial: Mantenha o volume baixo para não perturbar a vida selvagem e para poder apreciar os sons naturais do parque.

Regulações Específicas

  • Não é permitido fazer fogueiras: Para prevenir incêndios florestais, é proibido acender fogueiras dentro dos limites do parque.
  • Proibição de pesca e caça: A pesca e a caça são proibidas em toda a extensão do parque para proteger as populações de peixes e animais selvagens.

Restrições ao acampamento 

O acampamento é permitido apenas em áreas designadas para evitar danos à vegetação e minimizar o impacto humano no ambiente.
Acampando no Parque Nacional do Jaú - AM

Conservação Ambiental

Participe de programas de conservação: Os visitantes são encorajados a participar de programas de monitoramento e conservação, como o de proteção das tartarugas, para contribuir ativamente para a sustentabilidade do parque.
Educação e conscientização: Educar-se sobre a ecologia do parque e as práticas de conservação é essencial. 
O parque oferece materiais educativos e tours guiados para promover uma maior compreensão e respeito pelo ambiente.
Há possibilidade de avistar alguns animais em seus habitats naturais, as águas negras com muito botos selvagens. 

Acampamento alternativo

Para quem gosta de natureza e calmaria é uma excelente opção. 
Pode fazer um passeio pernoitando na floresta, procure uma casa de algum ribeirinho.
Em estruturas simples, sem o conforto encontrado em pousadas convencionais. 
Ou durma em redários comunitários disponíveis em algumas localidades, com rede mosquiteiro, junto à mata amazônica. 
Para quem demanda de certo conforto não é recomendado ir. 
O banheiro é a própria mata, o banho é no rio, comer o que se leva ou levar um peixe com utensílios para o preparo do próprio alimento. 
Não há energia elétrica e nem sinal de telefone, o sol é intenso com possibilidade de chuvas à tarde ou noite. 
Choupana no Parque Nacional do Jaú
Saindo  de Novo Airão, combine com a associação de barqueiros próprias da cidade, incentivando o turismo local. 
Se você é do tipo que gosta de balada, barulho, que faz questão de conforto, e sente-se ameaçado por qualquer outro ser vivo "esquece": este programa não é para você. 
Jaú é só contemplação junto a natureza. 
Reserve no mínimo três/quatro dias para o passeio. 
Você paga muito caro para dormir em um barco minimamente confortável, ou dormirá em redários, que é a melhor opção para quem não tem exigências.


Conclusão

Visitar o Parque Nacional do Jaú é uma experiência única que combina aventura, educação e conscientização ambiental. 
Ao planejar sua visita, é essencial adotar uma postura de respeito e responsabilidade para com o ambiente natural e cultural deste notável patrimônio mundial. 
Educar-se sobre a ecologia do parque e as práticas de conservação é essencial. 



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