Onde a Amazônia Mostra sua Face Mais Selvagem
O Parque Nacional do Jaú é uma unidade de conservação federal, localizada entre os municípios de Novo Airão e Barcelos, no Baixo Rio Negro, Amazonas.

Ele protege uma das maiores extensões de florestas tropicais úmidas contínuas do mundo.

Ele protege uma das maiores extensões de florestas tropicais úmidas contínuas do mundo.
Destaca-se por ser o único parque do Brasil que protege praticamente a totalidade da bacia hidrográfica de um rio de águas pretas, o rio Jaú.
Os seus limites são demarcados pela bacia hidrográfica do rio Jaú e estendem-se até as águas do rio Carabinani, ao sul, e as dos rios Unini e Paunini, ao norte.
O rio Negro forma o limite leste do parque.
Criado em setembro de 1980, o Parque Nacional (Parna) do Jaú é assim denominado por situar-se na bacia do rio Jaú (do tupi ya’ú), nome que deriva de um dos maiores peixes brasileiros, o jaú (Zungaro sp).
Com um área de 2 367 333 ha e um perímetro de 1 213 km, Jaú é a quarta maior reserva florestal do Brasil e o terceiro maior parque do mundo em floresta tropical úmida intacta!
O parque tem por finalidade a preservação dos ecossistemas naturais englobados contra quaisquer alterações que os desvirtuem, destinando-se a fins científicos, culturais, educativos e recreativos.
Atualmente sua administração está a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Como chegar
O acesso ao parque se faz por via fluvial ou aérea.
Partindo de Manaus: pela rota fluvial, pode ser feito através de embarcações regionais, que levam em média 14 a 18 horas, ou voadeiras, que levam 5 horas.
Diversos operadores de turismo trabalham com a rota Manaus – Parque Nacional do Jaú.
A rota aérea é por meio de hidroavião monomotor, bimotor ou helicópteros fretados em Manaus.
Um hidroavião monomotor leva cerca de 1 hora de viagem; um bimotor cerca de 45 minutos e um helicóptero em torno de 1 hora.

Nesse caso, o visitante precisará providenciar voadeiras para realizar os passeios no parque.

Nesse caso, o visitante precisará providenciar voadeiras para realizar os passeios no parque.
Passando por Novo Airão, existem algumas alternativas:
De carro próprio, quem vem da região norte a AM-174, Novo Airão fica a 187 km de Manaus, com acesso pelas rodovias AM-070 e AM-352. O acesso a Novo Airão realiza-se a partir da rodovia que liga Manaus a Manacapuru (AM-070), após a travessia da Ponte do Rio Negro.
Feita a travessia, dirija-se em direção a Manacapuru por cerca de 80 Km e antes de chegar à sede do município, siga por mais 98 Km até Novo Airão, através da AM-352.
As duas rodovias são pavimentadas, estando a primeira com cerca de 35 km duplicados e o restante do percurso em estado de conservação que não é bom.
O cenário histórico da formação de toda a região apresenta importantes peculiaridades, pois o Parque Nacional do Jaú está assentado tanto sobre formações geológicas antigas de 100 a mais de 500 milhões de anos, bem como sobre formações geologicamente mais recentes, cerca de dois a seis milhões de anos.
Além disso, o parque abriga também relíquias da história da ocupação humana na região.
Foram identificados vários sítios arqueológicos e diversas inscrições em pedras (petróglífos).
O Parna do Jaú foi reconhecido como Sítio do Patrimônio Mundial Natural e Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e integra o Sítio de Ramsar Rio Negro.

O parque também faz parte do Corredor Central da Amazônia e é uma das reservas mais representativas da flora e fauna das bacias de águas pretas na Amazônia Central.

O parque também faz parte do Corredor Central da Amazônia e é uma das reservas mais representativas da flora e fauna das bacias de águas pretas na Amazônia Central.
Sua biodiversidade é tão rica quanto desconhecida, e abriga animais pouco conhecidos pela ciência e um dos fatores responsáveis pela ocorrência de tantas espécies no parque é o grande número de habitats.
Percorrer os cursos d’água em uma voadeira é a melhor forma de conhecer e apreciar as belezas da região.
Ao longo dos rios Jaú, Carabinani e Unini, o visitante pode observar bandos de araras e papagaios sobrevoando a floresta de igapós.
Na parte mais calma, orquídeas floridas refletem sua delicada forma nas águas escuras.
Extensas praias de areia clara formam-se no rio Negro - entre novembro e janeiro -, nas proximidades da foz do rio Jaú.
Quando ir
O Parque Nacional do Jaú dispõe de atrativos durante todo o ano.
Os períodos de seca (normalmente entre setembro e fevereiro) e cheia (entre março e agosto) na Amazônia proporcionam paisagens e experiências diferentes.
O ideal é poder conhecer a Amazônia nos seus diferentes ciclos.
Durante o período de seca é possível visitar as praias, corredeiras, pedrais, petróglifos, enquanto na cheia é possível adentrar a mata de igapó e fazer trilhas aquáticas.
Normalmente o fluxo de visitantes é baixo durante todo o ano, de modo que o número de encontros com outros grupos é pequeno.

Uma das peculiaridades mais extraordinárias do Parque Nacional do Jaú é o fato de ser esta a única Unidade de Conservação do Brasil que protege totalmente a bacia de um rio extenso e volumoso: a do rio Jaú, de aproximadamente 450 km.

Uma das peculiaridades mais extraordinárias do Parque Nacional do Jaú é o fato de ser esta a única Unidade de Conservação do Brasil que protege totalmente a bacia de um rio extenso e volumoso: a do rio Jaú, de aproximadamente 450 km.
Dessa forma, preserva-se o ecossistema de águas pretas.
A bacia do rio Jaú, que banha o parque, recebeu o nome graças a um dos maiores peixes brasileiros.
A palavra Jaú, que vem do Tupi, também acabou nomeando o segundo maior parque nacional do Brasil.

Na vegetação há a predominância de floresta ombrófila densa, onde são frequentes os grupos de castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa).
É também frequente na área um cipó que fornece água de excelente qualidade: o Daliocarpus rolandri.
Na fauna típica fauna equatorial, são encontrados mamíferos de hábitos crepusculares e noturnos, como as já raras ou ameaçadas onça-pintada (Panthera onca), suçuarana ou onça-parda (Puma concolor).
Maracajá-peludo

Há também o peixe-boi (Trichechus inunguis), o boto (Inia sp, Sotalia sp), macaco-de-cheiro (Saimiri sciureus) e anta (Tapirus terrestris).

Há também o peixe-boi (Trichechus inunguis), o boto (Inia sp, Sotalia sp), macaco-de-cheiro (Saimiri sciureus) e anta (Tapirus terrestris).
Entre os peixes, encontra-se o pirarucu (Arapaima gigas), tucunaré (Cichla sp) e tambaquis (Colossoma spp), e claro o Jaú (Zungaro sp).
Espécies Ameaçadas protegidas na Unidade de Conservação:
Maracajá-peludo - Leopardus wiedii
Onça-pintada -Panthera onca
Ariranha - Pteronura brasiliensis
Peixe-boi-da-Amazônia - Trichechus inunguis
O que ver
O Parque Nacional do Jaú dispõe de atrativos durante todo o ano.
Os períodos de seca (normalmente entre setembro e fevereiro) e cheia (entre março e agosto) na Amazônia proporcionam paisagens e experiências diferentes.
O ideal é poder conhecer a Amazônia nos seus diferentes ciclos.
Durante o período de seca é possível visitar as praias, corredeiras, pedrais, Petróglifos, enquanto na cheia é possível adentrar a mata de igapó e fazer trilhas aquáticas.
Conta com a exuberância da Floresta Amazônica e toda sua biodiversidade de flora e fauna.
O parque é ótimo para a prática de caminhada e canoagem e, claro, para contemplação das suas belezas naturais.

Há fluxo de visitas ao rio Carabinani.

Há fluxo de visitas ao rio Carabinani.
A riqueza da Floresta Tropical (igapós, terra firme, campinaranas, campinas, buritizais, dentre outros) corredeiras, praias e um grande número de registros de inscrições rupestres e artefatos arqueológicos são os chamativos do parque.
Observações dos Petróglifos
A observação dos petróglifos oferece uma janela única para o passado arqueológico da região. Localizados principalmente perto da boca dos rios Jaú e Negro, esses antigos registros são acessíveis somente durante a estação seca e através de canoas, garantindo que sua fragilidade seja preservada.
Os visitantes são instruídos a não tocar nas gravuras e a manobrar com cuidado para evitar danos.
Uma trilha aquática de 31 km permite explorar esses sítios históricos, navegando entre praias e ilhas, proporcionando uma experiência educativa e respeitosa do rico patrimônio cultural do parque.
O local é representado por um maciço de vegetação, sendo composto por Floresta Densa Tropical ou Florestas Abertas.

Existem empresas e condutores que oferecem passeios ao parque desde Manaus ou Novo Airão.
Atualmente não é feita cobrança da taxa de entrada no Parque, mas é necessário ter uma autorização de entrada, através do preenchimento de um formulário com as informações sobre os visitantes e da visita. Para mais informações, entrar em contato pelo E-mail (parnajau@icmbio.gov.br) ou diretamente no escritório do Parque, em horário comercial.

A permanência no Parque está permitida 24 horas, mas a passagem de entrada e saída na base avançada do Parque Nacional do Jaú deve ocorrer entre 07h00 e 20h00.
Conservação e Regras do Parque
O Parque Nacional do Jaú é um dos maiores santuários de biodiversidade do mundo, e a sua conservação é essencial para proteger as espécies raras e os ecossistemas únicos que abriga. Para garantir a preservação deste patrimônio natural, existem regras estritas de visitação que todos os visitantes devem seguir:
Regras Gerais de Visitação
- Leve apenas fotografias, deixe apenas pegadas: É fundamental que os visitantes não removam nenhum recurso natural ou causem perturbações ao ambiente.
- Não colete plantas ou animais: Toda a flora e fauna no parque são protegidas por lei.
- A coleta ou perturbação de qualquer espécie é estritamente proibida.
- Não alimente os animais: Alimentar os animais pode alterar seus hábitos naturais e acarretar problemas de saúde para eles.
- Mantenha-se nas trilhas: Para proteger o ambiente natural e evitar o risco de se perder, é importante permanecer nas trilhas designadas durante as caminhadas.
Respeito à Fauna e Flora
- Observação responsável: Ao observar a fauna, mantenha uma distância segura para evitar estresse aos animais. Use binóculos para uma visão mais próxima sem interferir.
- Silêncio é essencial: Mantenha o volume baixo para não perturbar a vida selvagem e para poder apreciar os sons naturais do parque.
Regulações Específicas
- Não é permitido fazer fogueiras: Para prevenir incêndios florestais, é proibido acender fogueiras dentro dos limites do parque.
- Proibição de pesca e caça: A pesca e a caça são proibidas em toda a extensão do parque para proteger as populações de peixes e animais selvagens.
Restrições ao acampamento
O acampamento é permitido apenas em áreas designadas para evitar danos à vegetação e minimizar o impacto humano no ambiente.

Conservação Ambiental
Participe de programas de conservação: Os visitantes são encorajados a participar de programas de monitoramento e conservação, como o de proteção das tartarugas, para contribuir ativamente para a sustentabilidade do parque.
Educação e conscientização: Educar-se sobre a ecologia do parque e as práticas de conservação é essencial.
O parque oferece materiais educativos e tours guiados para promover uma maior compreensão e respeito pelo ambiente.
Há possibilidade de avistar alguns animais em seus habitats naturais, as águas negras com muito botos selvagens.
Acampamento alternativo
Para quem gosta de natureza e calmaria é uma excelente opção.
Pode fazer um passeio pernoitando na floresta, procure uma casa de algum ribeirinho.
Em estruturas simples, sem o conforto encontrado em pousadas convencionais.
Ou durma em redários comunitários disponíveis em algumas localidades, com rede mosquiteiro, junto à mata amazônica.
Para quem demanda de certo conforto não é recomendado ir.
O banheiro é a própria mata, o banho é no rio, comer o que se leva ou levar um peixe com utensílios para o preparo do próprio alimento.
Não há energia elétrica e nem sinal de telefone, o sol é intenso com possibilidade de chuvas à tarde ou noite.

Saindo de Novo Airão, combine com a associação de barqueiros próprias da cidade, incentivando o turismo local.

Saindo de Novo Airão, combine com a associação de barqueiros próprias da cidade, incentivando o turismo local.
Se você é do tipo que gosta de balada, barulho, que faz questão de conforto, e sente-se ameaçado por qualquer outro ser vivo "esquece": este programa não é para você.
Jaú é só contemplação junto a natureza.
Reserve no mínimo três/quatro dias para o passeio.
Você paga muito caro para dormir em um barco minimamente confortável, ou dormirá em redários, que é a melhor opção para quem não tem exigências.

Conclusão
Visitar o Parque Nacional do Jaú é uma experiência única que combina aventura, educação e conscientização ambiental.
Ao planejar sua visita, é essencial adotar uma postura de respeito e responsabilidade para com o ambiente natural e cultural deste notável patrimônio mundial.
Educar-se sobre a ecologia do parque e as práticas de conservação é essencial.
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