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24.10.26

Roraima - RR

Roraima, a terra de Makunaima

Com savanas, serras e florestas amazônicas, Roraima é um paraíso para quem gosta de natureza, pura magia e verde, a cor que neste canto tupiniquim é na maioria das vezes sinônimo de muita adrenalina.
Roraima a terra de Makunaima - RR
Com predomínio de florestas, Roraima reúne os cenários perfeitos para a observação da riqueza da fauna e da flora brasileira e para os esportes radicais, passeio a cavalo, rafting e paraglider.
Mulher a cavalo no rio - Roraima

Índice da postagem

    Roraima - RR

    Suas serras e rios, com cachoeiras e corredeiras, são o paraíso para os amantes do ecoturismo. 
    Nesse lugar as lendas são contadas com muito gosto pelos caboclos, índios e ribeirinhos que vivem ali. Dizem que o nome do estado foi criado pelos índios Pemons: Roro (verde) e imã (serra ou monte) = Roraima.
    mapa de localização Roraima - RR

    Como chegar

    O transporte aéreo é o mais rápido e regular em Roraima, encontrando-se em melhores condições que os demais. 
    As cidades, distritos e vilas do interior roraimense são atendidas, na maioria das vezes, por transportes oriundos de Boa Vista. Sendo que, é a mais isolada unidade federativa da nação.
    Não há rede ferroviária no estado.
    O único estado brasileiro que possui ligação rodoviária com Roraima é o Amazonas, através da BR-174, que interliga os municípios do Sul aos municípios do Norte do estado, sendo responsável também por interligar o Brasil à Venezuela.
    A BR-174 possui 992 quilômetros e corta o território do estado do sul ao norte, cruzando o rio Branco na altura de Caracaraí através da Ponte José Vieira de Sales Guerra.
    BR-174 atravessando a reserva indígena Waimiri-Atroari
    Rodovia BR-174

    Boa Vista

    A capital do estado é a cidade de Boa Vista, que é a única capital do Brasil que está no Hemisfério Norte, acima da Linha do Equador. 
    Cidade moderna, Boa Vista se destaca de outras capitais da Amazônia pelo seu traçado urbano organizado de forma radial lembrando um leque, em alusão às ruas de Paris na França.
    Boa Vista capital de Roraima - RR
    Um de seus pontos turísticos é a Orla Taumanan, que significa na língua macuxi Orla da Paz, uma orla flutuante onde tem lanchonetes, restaurantes, local para caminhadas e descanso. 
    É uma área verde ao ar livre, o point onde acontecem efervescentes shows, com direito a muito agito e azaração.
    pórtico Orla Taumanan - RR
    Com duas plataformas, é bastante florida e com magnífica vista para o rio. 
    O bolo de carimã e o tambaqui recheado são pratos bem conhecidos da região. 
    O Tambaqui também chamado de Pacu Vermelho, é um peixe de 90 cm de comprimento e 30 kg e tem sabor especial. 
    Esse peixe só é encontrado nas águas quentes da Amazônia e regiões próximas.
    peixe Tambaqui
    Uma riqueza brasileira pouco conhecida é a Serra do Tepequém que está a 400 km de Boa Vista, que foi radicalmente modificada devido a intensa e descontrolada exploração de diamantes. 
    A Serra é um velho e extinto vulcão com 1.110 metros de altitude que fica a 40 km de Amajarí, mais conhecido por Vila Brasil. 
    Região da caça ao diamante entre as décadas de 30 e 70 do século passado, o topo da Serra é um imenso vale, atravessado pelos rios Sobral e Paiva. No caminho para a serra, a paisagem vai mudando.
    caminho para a Serra de Tepequém - RR

    ★★ Serra do Tepequém

    A serra do Tepequém é um acidente geográfico localizado no município brasileiro de Amajari, estado de Roraima. Situa-se a 210 km da capital, Boa Vista, e apresenta atrativos como o platô da serra do Tepequém, que chega a 1.022m de altitude. A economia baseia-se no turismo e no artesanato.
    A Serra do Tepequém também é uma atração turística estadual. 
    Possui um riquíssimo artesanato em pedra-sabão e sua área é de livre exploração de diamantes. 
    O local serve como prática de trekking (caminhada), até as cachoeiras do Paiva, Sobral, do Barata e do Funil.
    Serra do Tepequém - RR
    O platô é o ponto culminante de toda a Serra, onde se inicia a cadeia montanhosa que delimita as fronteiras entre o Brasil e a Venezuela. A serra do Tepequém conta com altitude média de 1,5 mil metros e está situada no município de Amajari. 
    Outro ponto turístico do estado é o Monte Caburaí. Geógrafos comprovaram que ele está situado a 70 km acima do Oiapoque, o que faz do monte o ponto mais setentrional do Brasil.
    Monte Caburaí - RR
    Destaca-se também, o Lago Caracaranã, no município de Normandia. 
    Com quase 6 quilômetros de perímetro, é conhecido por suas praias de areia fina rodeadas de cajueiros.
    Lago Caracaranã - RR

    A lenda

    Diz a lenda que um vulcão vivia zangado lançando suas chamas a longas distâncias. 
    O fogo derramava suas chamas serra abaixo e tudo virava cinzas; arvores, bichos, tudo. 
    Na maloca, o Tuxauá, preocupado com a sobrevivência de sua tribo, consultou o Pajé e se reuniram em volta da fogueira. 
    Num gesto de renúncia, as três mais belas índias virgens da tribo se ofereceram em sacrifício e se lançaram no fogo do vulcão, que aplacou sua ira. 
    As lágrimas da três índias até hoje são encontradas em forma de diamantes em toda a Serra do Tepequém.
    Monumento Garimpeiros de Roraima
    Essa lenda conta bem o fascínio que a Serra do Tepequém representa desde os tempos em que era um dos eldorados do garimpo em Roraima. 
    Porém depois de muitas explosões de dinamites feitas por garimpeiros, muitas belezas naturais foram destruídas; um exemplo, é a cachoeira do Funil. 
    Nessa região tem muitas cachoeiras e o Platô da Serra, com mais de 1.000 m de altitude, é onde estão as pousadas e campings.

    O Platô é o ponto mais alto do Tepequém. 
    Na densa floresta tropical está Caracaraí, às margens do Rio Branco sendo uma região protegida onde está o Parque Estadual da Serra da Mocidade e o Parque Nacional do Viruá. 
    Caracaraí tem três hotéis de selva que alojam visitantes do mundo inteiro, especialmente quem gosta de pesca esportiva.

    ★ Parque Nacional da Mocidade 

    O título de 'Serra da Mocidade' foi dado por pioneiros ao mencionarem as dificuldades para subir as montanhas da região, o que só poderia ser realizado por quem estivesse no 'vigor da mocidade'. 
    O acesso é feito pelo rio Capivara e pelo igarapé Bacaba, afluentes do rio Água Boa do Univini, em cujas margens encontram-se hoje vestígios de antigas colocações e vilarejos dos extrativistas em Roraima.
    Parque Nacional da Mocidade
    Em 29 de abril de 1998, decreto presidencial criou o Parque Nacional Serra da Mocidade, Unidade de Conservação federal gerida pelo Instituto Chico Mendes em Roraima. 
    Com área de 350.960,5 hectares desmembrada de terras do Exército Brasileiro, no município de Caracaraí, o parque fica a sudoeste do estado de Roraima.
    Para saber mais, acesse aqui.. Parque Nacional da Serra da Mocidade - RR 

    No passado, Roraima foi uma região invadida diversas vezes pelos ingleses atraídos pelas riquezas da região e a colonização da região pelos portugueses também era dificultada pelos indígenas que não aceitavam o controle e as condições que lhes eram impostas. 
    Quase um século mais tarde, os garimpos de ouro e diamantes atraíram muitos imigrantes para a região, mas a imigração e exploração desordenada ocasionou muitos conflitos entre índios e garimpeiros, além da degradação do ambiente. 
    Com a homologação das terras indígenas, quase metade do estado pertence aos índios.
    Indígenas no Alto Amazonas
    A Reserva dos Yanomami é uma extensa área de quase 10 milhões de hectares de floresta tropical que é reconhecida por sua alta relevância em termo de proteção da biodiversidade amazônica e foi homologada por um decreto presidencial. Yanomami significa 'seres humanos", e eles mantem pouco contato com o mundo ocidental, mantendo um estilo saudável e tradicional de vida, cultura comunitária, festas típicas e crenças.
    Reserva Yanomami - RR
    Quase 20.000 índios vivem de suas plantações, frutos da floresta, da caça e pesca; uma vida natural que tem a sabedoria de respeitar o ciclo vital e por isso a cada 4 ou 5 anos eles se mudam para outra área da reserva, para que a terra tenha o período de descanso e possa revitalizar naturalmente.
    Reserva dos Yanomami - RR
    Os Yanomami são muito apegados aos seus familiares e, além da mulher e dos filhos, irmãos, primos, sobrinhos, formam grupos poderosos. 
    Assim quando maior o número de familiares mais força tem o seu líder, o mais velho do grupo. 
    Eles vivem em pequenas comunidades de 50 a 80 pessoas numa mesma maloca grande. 
    E mesmo que haja outra maloca perto, eles sabem respeitar a propriedade do outro grupo, mesmo sem cercas, portas e janelas.

    Não há lei nem juiz na selva; as leis são os costumes da sua cultura. 
    O Tuxawa, que é o chefe do grupo, não tem poder de julgar nem mesmo de mandar e deve ter habilidade para convencer aos demais do que deve ser feito. 
    Como não há energia elétrica, as noites são longas; o índio dorme e acorda cedo. 
    É na madrugada que o líder faz sua pregação tentando convencer aos demais dos objetivos e ações do grupo.
    Cultura dos Yanomamis
    E não havendo lei na cultura Yanomami, vale a "vendeta", a lei de Damião, "quem com ferro fere, com ferro será ferido". 
    Quando um Yanomami mata outro, ele sabe que seus dias estão contados. 
    Os parentes da vítima irão matá-lo em breve. 
    Mas eles também sabem compartilhar. Geralmente yanomami sai sozinho para a caça ou no máximo em dupla.
    Quando a caça é muito grande, como uma anta por exemplo, sabendo que a família não conseguirá consumir tudo, eles dividem a comida entre os familiares. 
    As famílias são grandes porque um homem pode ter quantas mulheres ele conseguir sustentar. 
    E as mulheres yanomami ocupam lugares importantes na comunidade, sendo consideradas importantes pelo que elas têm de valor próprio.
    Reserva indígena, dança no Alto Amazonas - RR
    Os Yanomami é um povo alegre e hospitaleiro. 
    Festejam a boa colheita e tem uma forma própria de conservar os alimentos e a carne. 
    Eles chamam as aldeias vizinhas para fazerem parte das comemorações e é nestas ocasiões que se reúnem, cantam, dançam e ainda conversam como passaram o dia. 
    Gostam de se enfeitar com tinturas e braceletes multicoloridos.
    Os Yanomamis no Alto Amazonas - RR
    É costume perfurar o lóbulo da orelha para colocar pedaços de bambu, plumas e flores. 
    Perfuram o septo nasal e os cantos dos lábios para inserirem os palitos de bambu. 
    Os adornos femininos são mais tênues, feitos com cerne de palmeiras, flores ou maços de folhas perfumadas colocadas nos furos das orelhas ou com flores nos cabelos.

    A Reserva Raposa-Serra do Sol surgiu recentemente, onde estão as cidades de Normandia, Pacaraima e Uiramutã, na fronteira com a Venezuela. 
    Região com abundante riqueza, é uma área de quase 2 milhões de hectares destinada aos grupos indígenas Ingarikó, Macuxi, Patamanona, Taurepang e Wapixama.
    Festa na Raposa do Sol - RR

    O Lago do Caracaranã 

    Era o principal ponto turístico do Estado de Roraima, com praias de areias brancas e cercada de cajueiros, foi também demarcado e hoje a estrutura de turismo é utilizada apenas para reunião das comunidades indígenas. 
    Esse lago é sagrado para os Macuxis.
    Lago do Caracaranã - RR

    🍲Culinária

    Paçoca feita de carne

    Prato típico de Roraima
    Sua culinária apresenta forte influência do estado brasileiro do Maranhão, apresentando também as características dos pratos amazônicos.
    Paçoca feita de carne - RR
    O peixe é o principal produto usado em seus pratos típicos. São comidas típicas da região a tapioca, a farinha de mandioca, a paçoca de carne seca e o cuscuz.

    ★★ Monte Roraima

    O ponto culminante de Roraima é o Monte Roraima, no município Uiramutã também na Reserva Serra do Sol, um dos lugares mais antigos do planeta que marca a divisa, um lugar com idade estimada em mais de 2 bilhões de anos. 
    É o marco da fronteira entre Brasil, Venezuela e República da Guiana. 
    É o 7º ponto mais elevado do Brasil, com quase 2800 metros.
    Monte Roraima um marco de divisas - RR
    Com suas formações rochosas assustadoras que chegam a lembrar dinossauros, o Monte Roraima é o mais complexo, desafiador e misterioso dos tepuis, atraindo aventureiros, cientistas, biólogos, antropólogos, esotéricos, místicos e todos aqueles que buscam nesta fascinante aventura o reencontro consigo mesmo e com a origem da vida. 
    É uma aventura misturada com momentos reflexivos e de profundo conhecimento dos nossos valores existenciais.
    Monte Roraima o Cartão Postal do Estado
    Cartão-postal do Estado, o Monte Roraima é marco da tríplice fronteira e gerador das lendas locais que afirmam que a montanha é a morada de um ancestral guerreiro dos índios de origem karib, concebido por algumas etnias como um deus da natureza: o Makunaima. 
    Resultado da fusão de maku (mau) e o sufixo aumentativo ima (grande), seu nome significa Grande Mau. 
    Contam os nativos que, quando contrariado, o bravo Makunaima enviava, lá do alto do Monte Roraima, raios, trovões e tempestades, castigando ferozmente as tribos ao aniquilar suas terras e colheitas com os “grandes males” vindos da montanha.

    Algumas vezes Makunaima se transformava em onça para ver o que estava acontecendo em seu reino, que se estendia até o Rio Orinoco na Venezuela. 
    Numa dessas vezes constatou que seu território estava sendo invadido e irado convocou seus guerreiros que lutaram muito mas venceram a guerra, exterminando todos os intrusos. 
    Extremamente ferido e cansado, Makunaima rumou para o Monte Roraima e ali adormeceu, onde ainda dorme mas pode acordar a qualquer momento. 
    E se encontrar algo que lhe desagrade, os humanos irão sentir toda a força do mal que habita a montanha.

    O Romance Macunaíma 

    Em Roraima, há uma versão bem popular e que teria sido uma das fontes de inspiração para o escritor Mário de Andrade no romance modernista Macunaíma.
    Romance Macunaíma de Mário de Andrade
    Segundo essa narrativa, o Sol era apaixonado pela Lua, mas nunca se encontravam. 
    Quando o Sol ia se pondo, era hora da Lua começar a nascer. 
    Assim viveram por milhões e milhões de anos até que um dia eles se encontraram, quando ocorreu um eclipse.
    Seus raios dourados refletiram, juntamente com os raios prateados da Lua, em um lago de águas cristalinas da enorme montanha que repousa no meio dos imensos campos de Roraima. 
    Nesse encontro, Makunaima foi fecundado. 
    Curumim esperto, teve como berço o Monte Roraima. 
    Cresceu forte e tornou-se um índio guerreiro. 
    Os índios Macuxi o proclamaram herói de sua tribo.
    Makunaima
    Índio Makunaima

    O Monumento aos Pioneiros

    Uma escultura em alto relevo de concreto que reproduz o perfil do Monte Roraima, é uma obra que destaca a figura de Makunaima como primeiro habitante do Estado e descreve um longo período histórico, retratando os elementos étnicos – os povos indígenas, os nativos e os pioneiros que ali chegaram a pé, a cavalo ou em canoas, formando o povo roraimense.
    Monumento aos Pioneiros - Roraima - RR

    ⛺Campings                                    

    Existe uma infinidade de campings em Roraima, para todos os gostos, mas alguns tão próximos à natureza que nem parecem ser campings. 
    Há, principalmente em parques e serras, o camping selvagem mesmo, que (particularmente) prefiro. 
    Mas em se tratando de comodidades, como banheiros e eletricidade, além de ter que gastar, há aqueles que preferem, vamos então a alguns deles:

    Camping Picuá 

    R. Tepequem, Amajari - RR. Com cozinha e banheiro, grande mesa no centro, boa comida caseira, café da manhã, não incluso no valor da diária.
    Camping Picuá - RR

    Acampamento Shalom 

    Primeira Igreja Batista de Roraima - Boa Vista - RR. Ótimo lugar para aproveitar com a família.
    Acampamento Shalom - RR

    Estrada Riacho Doce 

    Área de camping em Roraima, RR. Lugar adorável. Descontração e muita adrenalina.
    Estrada Riacho Doce - RR

    Sítio Porteira Branca 

    Área de camping - Boa Vista - RR. Lugar incrível para passar o final de semana com a família. Perto da cidade. Compartilha o mesmo lago junto com o Eco Park e o Lago Paraíso.
    Sítio Porteira Branca Camping - RR

    Sítio Águas de Lú 

    Área de camping - Bom Intento, Boa Vista - RR. Um bom lugar para acampar.
    Sítio Águas de Lú Camping - RR



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